28 outubro 2006

ENCONTRO COM A LITERATURA AFRO DE ROGÉRIO BARBOSA

por Elizabeth Brose

A Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Grupo de Pesquisa GEIN convidam para a palestra e debate LITERATURA DE TEMÁTICA AFROBRASILEIRA, com o escritor de Literatura Infantil Rogério Barbosa.

DATA: 31 de outubro
HORÁRIO: 9 horas da manhã
LOCAL: Sala 101/Prédio da FACED
Campus Central - UFRGS - Porto Alegre

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Rogério Andrade Barbosa é escritor, professor, ex-voluntário das Nações Unidas na Guiné-Bissau. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal Fluminense e fez pós-graduação em Literatura Infantil Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalha na área de Literatura Afro-brasileira e programas de incentivo à leitura, proferindo palestras e ministrando cursos - além de viajar pelo Brasil afora nas asas do projeto «Proler» da Fundação Biblioteca Nacional.www.amazonia.com.br

O evento é organizado por Marília Fichtner, Maria Carmem Barbosa e Elizabeth Brose.

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TRADIÇÃO ORAL AFRICANA INFLUENCIA OBRA DE ROGÉRIO ANDRADE BARBOSA

do site www.fnlij.org.br

O escritor Rogério Andrade Barbosa veio ao Espaço FNLIJ de Leitura para falar sobre seu mais recente livro: “Contos africanos para crianças brasileiras” (Paulinas). A África é inspiração para vários de seus livros e responsável por uma virada em sua vida. Foi depois de uma viagem ao continente, há 17 anos, para trabalhar como professor, que Rogério decidiu escrever para crianças. Depois de voltar ao Brasil, ele foi a uma feira literária e reparou que não havia nada sobre a África para o leitor infantil. “E nós temos uma fortíssima herança cultural dos africanos. E lá ouvi tantas histórias fantásticas, vi tanta coisa que pensei – por que não pôr isso no papel. Então escrevi “Lendas e bichos da África”, que foi traduzido para o inglês, o alemão e o espanhol, além de ganhar vários prêmios”, recorda Rogério.

O escritor foi parar naquele continente depois de ver um anúncio no jornal, da ONU, que procurava professores para trabalhar lá. Rogério, que gosta muito de viajar, e morria de vontade de conhecer o lugar, foi. Já lecionando, ouviu dezenas de histórias da tradição oral daqueles povos. Anotou muitos, guardou vários de memória e leu aqueles que foram coletados pelos missionários. Rogério explica que os religiosos queriam aprender essas histórias para transmitir melhor a Bíblia. “Os contos populares se repetem. Há centenas de versões sobre os motivos de o jabuti ter o casco rachado. Aqui temos várias, que os africanos trouxeram e as que havia entre os indígenas”, explicou Rogério.

Mas Rogério não escreve apenas sobre a África. Sua obra trata de diversos temas como prostituição infantil, violência e crianças de rua, entre outros. Atualmente ele se declara apaixonado pelo folclore brasileiro, o que rendeu uma série sobre sereias, botos, mamulengo e outras lendas e manifestações culturais. Rogério viaja muito pelo interior do país por trabalhar em um projeto criado para incentivar a leitura entre os professores. Problema que, no interior, muitas vezes está na completa falta de livros. Por isso defende a necessidade de programas que garantam sua distribuição gratuita. “Na cidade grande, muitas vezes alega-se falta de tempo e dinheiro. No interior, não há livros mesmo”, conta.

FONTE: www.fnlij.org.br

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