10 outubro 2006

MARIA MULHER LANÇA PUBLICAÇÃO DE PESQUISA REALIZADA SOBRE A VULNERABILIDADE DAS MULHERES VIVENDO COM HIV/AIDS

por Vera Daisy Barcellos, assessora de imprensa de MARIA MULHER – Organização de Mulheres Negras

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O lançamento da publicação ocorreu durante a segunda edição do Seminário Mulheres Negras Enfrentando a Violência, com presença de um público de mais de 150 pessoas, na Sala Farion da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entre os dias 4 e 5 de outubro.

SOBRE A PESQUISA - A publicação, que integra a série “Nós Mulheres Negras”, de MARIA MULHER tem a assinatura da Psicóloga Geovana Ferreira Teixeira, da Cientista Social Rosiane Maiato de Oliveira e da Psicóloga e Mestra em Saúde Coletiva , Sílvia Regina Ramão. A Organização desenvolve seu trabalho na região da Grande Cruzeiro do Sul formada por 24 vilas populares, totalizando 59.231 pessoas, o que representa 4.7% do total da população de Porto Alegre. A Grande Cruzeiro do Sul caracteriza-se por ser uma área que concentra os maiores índices de exclusão social do Município, e onde a população é predominantemente composta por afro-brasileiros, possui baixa escolaridade e baixo poder econômico.

É nessa área que MARIA MULHER promove o atendimento e acolhimento das mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade social, principalmente aquelas que sofrem violência doméstica e foram infectadas pelo vírus do HIV. De acordo com Silvia Ramão, “as mulheres da Cruzeiro do Sul, na sua totalidade, necessitam de informações sobre saúde reprodutiva e sexualidade”. A grande maioria, prossegue referindo-se ao público alvo da pesquisa, adquiriu o vírus HIV através de relações sexuais com o parceiro, quase sempre, usuário de drogas.

Ao tecer considerações sobre o perfil dessas mulheres, a psicóloga disse que a maioria encontra-se desempregada, ou recebendo algum auxílio de órgãos assistenciais do Município, ou, ainda, vivendo de trabalhos eventuais.

Ao falarem sobre esta pesquisa, Rosiane Maiato e Geovana Ferreira Teixeira revelam que “diante da vulnerabilidade, que sobrevivem, essas mulheres entram em um círculo vicioso de miséria”. Afirmam, ainda, que a comprovação laboratorial da presença do vírus HIV acelera a situação de auto-abandono e muitas tendem a rejeitar o tratamento médico e, se possuem companheiro, continuam a praticar relações sexuais sem o uso de preservativos. “Este comportamento se deve ao fato de acreditarem que uma vez portadora do vírus HIV nada mais pode ser feito em seu benefício”, afirma Sílvia Ramão.

CONSTRUINDO A CIDADANIA - O lançamento desta publicação integra as atividades do Programa “Construindo a Cidadania da Mulher Vítima de Violência Doméstica, implantado em 1998 por Maria Mulher na região da Cruzeiro do Sul. Nesse programa são utilizadas, mensalmente, as dinâmicas de seminários sobre direitos das mulheres com abordagem de gênero/raça/etnia; seminários sobre saúde reprodutiva e direitos sexuais. Além disso, oferece encaminhamento a atendimento jurídico especializado em violência doméstica, atendimento jurídico especializado em discriminação racial. Ao mesmo tempo, promove a cidadania através da sala de espera com discussões sobre saúde, DST/HIV/Aids.

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