16 março 2007

ASSEMBLÉIA DISCUTE PROJETO DE RESERVA DE VAGAS NA UFSM

enviado por Marilene Paré

Encontro aconteceu na sexta, 16, no Auditório Sérgio Pires
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Cerca de 15 pessoas participaram do debate

A Seção Sindical dos Docentes da UFSM realizou na manhã de sexta, 16, a Assembléia Geral, que teve como ponto principal a discussão sobre o ‘Projeto de Resolução Ações Afirmativas de Acesso à UFSM’. A reunião aconteceu no Auditório Sérgio Pires, no Campus, da qual participaram cerca de 15 pessoas. O presidente da SEDUFSM, professor Diorge Konrad e a vice-presidente Fabiane Costas compuseram a mesa.

O Projeto foi organizado pelas professoras juristas Deisy de Freitas Lima Ventura e Jânia Maria Lopes Saldanha. Consiste em propostas como a reserva de 10% das vagas da UFSM e suas extensões para estudantes afro-descendentes; 20% para candidatos oriundos de escolas públicas; 5% para portadores de necessidades especiais; além de vagas suplementares exclusivas para estudantes indígenas; também há propostas de permanência e acompanhamento desses estudantes na Instituição. Se regulamentado o Projeto resultará em mais de 35% de reserva de vagas no processo seletivo à UFSM.

O professor do departamento de geociências, Carlos Pires, que participou da Comissão que analisou as propostas, afirmou que há mudanças a serem feitas, registradas no adendo apresentado na assembléia. Uma delas está no artigo primeiro, que indica o aumento de vagas para afro-brasileiros (termo sugerido) em uma década, de 10% para 15%.

O mesmo artigo serviu de ponto de partida para o debate. Ele dispõe de reservas de vagas para estudantes de etnia afro, sem restrições. O professor do departamento de administração escolar, Cláudio Dutra, manifestou que desta forma se privilegia quem estudou em escola particular e tem descendência afro. “Tem que mudar para afros que estudaram em escolas públicas”, sugeriu o professor.

O professor do departamento de geociências, Adriano Figueró, criticou a elaboração do Projeto e a forma “antidemocrática” que está sendo analisado por uma comissão “para inglês ver”. Para ele, essa é uma política que “serve para corrigir a discriminação social e não a racial”.

Para o presidente Diorge Konrad, esse tema é polêmico por se tratar de um processo histórico que deriva das condições estabelecidas no Brasil, a partir da escravidão. De acordo com ele, deve-se pensar sobre as distinções entre políticas de cotas e reservas de vagas. Konrad destacou que o Programa de Ingresso ao Ensino Superior “elitizou” o espaço da universidade, por permitir o ingresso, na maioria, de alunos das escolas particulares. “Essa deve ser uma discussão além do capital e dentro da igualdade”, ressalta o dirigente.

A plenária decidiu que pedirá a prorrogação do prazo de entrega de análise do Projeto, por ser esse um assunto relevante e necessitar de mais discussões. Solicitará a realização de um seminário, na primeira semana de maio, promovido pela Reitoria para debater o tema entre os docentes, em geral. Além da formação de um Grupo de Trabalho interno para debate no sindicato.

Ass. de Imprensa da SEDUFSM
Foto: Adriana Garcia
www.sedufsm.com.br

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