09 abril 2007

PORÕES MANTÉM ASPECTOS ORIGINAIS DE SENZALA

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Propriedade está localizada no Passo das Catamdubas

A sede da estância Olaria ainda retrata o modo de vida dos escravos do pampa gaúcho. Os porões que serviam de sezala permanecem conservados em sua originalidade em um antigo sobrado. A propriedade, adiquirida há mais de 40 anos pelo avô do produtor rural Enio Ribeiro, situa-se na região do Passo dos Catacumbas, numa das margens do Rio Ibirapuã Chico. Segundo o historiador Jair Albech, integrante do grupo Amigos da História, o sobrado construido sobre porões de largas paredes reservava os primeiros pavimentos à família. No térreo, com piso de laje recortada, ficava a criadagem da casa.

Albech conta que na grossa parede frontal da habitação, com acesso ao porão, pequenas aberturas triangulares serviam para a passagem da luz natural aos escravos ali confinados. Na cobertura do porão, grossos troncos que sustentam o assoalho do pavimento principal guardam sinais de que escravos supostamente marcavam o passar dos dias na madeira. Durante a visita dos pesquisadores Enio Ribeiro recolheu do porão um primitivo cadeado usado para fechar a pequena e forte porta da senzala. Nas coxilhas próximas, há sinais de antigas taperas que teriam sido utilizada por negros posteiros após a abolição da escravatura.

O professor de história Edson Farias observa que, além do trabalho de erguer e manter as cercas de pedras, os negros ajudavam nas lidas campeiras de apartar o gado negociado às charqueadas. As pequenas lavouras e serviços domésticos também faziam parte do trabalho atribuído a eles.

CORREIO DO POVO - Cidades - Segunda-Feira, 9 de abril de 2007 - 13.

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