24 agosto 2011

Mulheres na política: Estudo pioneiro revela a cobertura de jornais do Brasil sobre o tema Mulher, Poder e Decisão

www.andi.org.br

- Estudo pioneiro revela o comportamento de 16 jornais de todas as regiões brasileiras na cobertura do tema Mulher, Poder e Decisão. A análise aponta que o noticiário é dominado pela disputa eleitoral e não debate políticas públicas adequadamente. 

- O resumo executivo da pesquisa pode ser acessado nos sites do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, do Instituto Patrícia Galvão e da ANDI (no novo minisite Mulheres na Imprensa). 

- Seminário Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres - uma análise das tendências da cobertura jornalística. discutirá os resultados desta e de outras três pesquisas inéditas. O evento acontecerá em Brasília, no dia 3 de outubro. 

O fato de que duas candidatas competitivas - Dilma Rousseff e Marina Silva - pela primeira vez participavam de uma corrida para a Presidência da República não foi suficiente para que a imprensa brasileira aprofundasse o debate sobre temas vinculados à agenda da equidade de gênero, como a participação feminina na disputa partidária e as políticas públicas de promoção dos direitos das mulheres. 

Os números são do estudo "Análise da Cobertura da Imprensa sobre Mulheres na Política e Espaços de Poder": em 2010, 41% das matérias avaliadas tinham como foco as eleições; outro tema recorrente foram as lideranças políticas femininas no Brasil e no exterior. 

A pesquisa integra uma série de levantamentos realizados pela ANDI - Comunicação e Direitos e pelo Instituto Patrícia Galvão, no âmbito de projeto desenvolvido com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. 

Cobertura ignora políticas públicas 

As propostas de políticas e programas de governo voltados para as mulheres praticamente não aparecem no noticiário. Dos textos analisados, menos de 2% mencionam ações do poder público, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres ou o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. 

Da mesma forma, os veículos deixaram em segundo plano assuntos como a destinação de 5% dos recursos do fundo partidário para promoção da participação das mulheres na política e a necessidade dos partidos preencherem a cota mínima de 30% de candidatos/as para cada sexo. 

Autoridades são as principais fontes de informação 

Outro indicativo do interesse concentrado na disputa eleitoral está na escolha das fontes de informação. Representantes dos poderes públicos (48,57%) - com destaque para o Executivo e o Legislativo - foram os mais procurados pelos jornais pesquisados. 

Embora o tema da participação feminina envolva polêmicas, a imprensa não primou pela multiplicidade de pontos de vista nesse noticiário: não mais do que 15% dos textos trazem opiniões discordantes. 

Candidatas são julgadas pelo aspecto físico 

A referência a aspectos físicos está presente em 14% do material estudado. São principalmente menções a cabelo, roupa, peso, maquiagem e cirurgia plástica das candidatas. 

Já informações sobre a vida privada das candidatas, como estado civil, filhos/netos e prendas domésticas aparecem em 31,5% da cobertura. 

Insuficiências exclusivamente relacionadas às candidaturas femininas são mencionadas em 20% dos textos. Apenas 4% apontam aspectos negativos de homens e mulheres na mesma notícia. 

Seminário irá debater visibilidade da mulher na mídia 

Ao longo dos próximos meses, a ANDI, o Instituto Patrícia Galvão e o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero irão divulgar mais três pesquisas com foco na abordagem da imprensa sobre questões de gênero. Os temas são Mulher e Trabalho, Mulher e Violência, e a posse da presidente Dilma Rousseff. 

Os resultados completos serão debatidos no seminário Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres - uma análise das tendências da cobertura jornalística, organizado pela Secretária de Políticas para as Mulheres. O evento reunirá em Brasília, no dia 3 de outubro, diversos profissionais de imprensa e especialistas na agenda de equidade de gênero. 

ANDI lança minisite dedicado à mídia e equidade de gênero 

A divulgação dos dados da "Análise da Cobertura da Imprensa sobre Mulheres na Política e Espaços de Poder" coincide também com o lançamento do minisite Mulheres na Imprensa. Integrado ao portal da ANDI, o novo espaço oferece acesso a análises de mídia, notícias atualizadas, banco de fontes de informação com especialistas e entidades ligadas ao assunto, bibliografia e uma relação com mais de 100 leis. 

A ferramenta pode ser um importante estímulo para o aprofundamento e diversificação da cobertura do tema. 

Resumo Executivo 

O resumo executivo da pesquisa está disponível para download nos sites da ANDI, do Instituto Patrícia Galvão e do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero. 

O Observatório é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República que objetiva dar visibilidade e fortalecer as ações para a promoção da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. Para isso, o observatório atua em cinco grandes eixos: Indicadores; Políticas Públicas; Legislação e Legislativo; Internacional; e Comunicação e Mídia. 


Fontes 

Instituto Patrícia Galvão 
Jacira Melo e Marisa Sanematsu 
jaciramelo@uol.com.br / msanematsu@uol.com.br 
(11) 3266-5434 

ANDI - Comunicação e Direitos 
Lauro Mesquita 
lmesquita@andi.org.br 
(61) 2102-6530 

Observatório Brasil da Igualdade de Gênero 
Nina Madsen e Júlia Zamboni 
nina.madsen@spmulheres.gov.br / julia.zamboni@spmulheres.gov.br 
(61) 3411-4227 

Por Lauro Mesquita, edição Veet Vivata

Fonte: SPM

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