31 outubro 2013

Governo projeta criação de unidades de diagnóstico de câncer de mama

Neste ano, a previsão é que 400 mil mulheres realizem mamografia no Estado, número que representa um aumento de mais de 20% em relação a 2012. Desse total, estima-se que 34 mil exames apresentem alguma lesão suspeita que precise de uma confirmação definitiva, por meio de uma ecografia ou biópsia. 

Para dar maior agilidade a essa segunda etapa, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) irá criar Unidades de Referência para o Diagnóstico do Câncer de Mama (Unir Mama). O anúncio foi feito pelos secretários estaduais da Saúde, Ciro Simoni, e de Políticas para as Mulherers, Ariane Leitão, na manhã desta quinta-feira (31), no fechamento do Outubro Rosa, mês em que se reforça a questão do enfrentamento ao câncer de mama. 

O projeto prevê, ao menos, uma unidade em cada região de saúde do Estado - que contabilizam 30 -, com as primeiras delas estimadas para entrarem em funcionamento ainda este ano. "Isso possibilitará um diagnóstico mais precoce, aumentando as chances de cura", destacou o secretário Ciro. "Nossa intenção é de que esses novos serviços ampliem a rede já existente e reduzam o tempo de espera para a confirmação da doença em até 15 dias, enquanto hoje pode chegar a 60 dias em alguns casos", completou. 

A secretária Ariane ressaltou, ainda, o fato do serviço ofertar também um apoio psicológico. "O câncer de mama atinge muito forte a autoestima da mulher e a sua identidade feminina, já que no tratamento ela pode vir a obrigar a retirada do seio e a queda do cabelo", afirmou. 

Essas unidades serão localizadas em serviços já existentes ou naqueles que tenham o interesse em implantar o atendimento. Nos dois casos haverá o repasse, por parte do Estado, em incentivos que vão de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês, sendo que o valor aumenta para os locais mais distantes de centros de referência. 

As unidades que, além desses serviços, ofertarem a realização de mamografias por estereotaxia (exame de maior precisão) receberão de R$ 40 mil a R$ 55 mil. Regiões onde a incidência é mais alta poderão ter mais de uma Unir Mama, seguindo uma proporção de uma unidade para cada 400 mulheres com lesões suspeitas por ano. 

O objetivo é oferecer um serviço intermediário entre a atenção básica, de onde a mulher é encaminhada para a realização da mamografia, e os centros de referência, onde as que tiveram a doença confirmada realizam o tratamento. As unidades contarão com equipes multiprofissionais, compostas por mastologista, psicólogo, enfermeiro e técnico de enfermagem. 

Atualmente, após uma mamografia detectar lesões suspeitas de câncer, palpáveis ou não, a pessoa é encaminhada diretamente a um dos centros de referência. A criação das Unir Mama aumentará a oferta do serviço, já que haverá um reforço no investimento por parte do Estado, e ampliará os locais onde o atendimento já é disponibilizado. Para a mulher, o benefício é poder encontrar um local onde ela fará esse diagnóstico mais próximo de suas residência. 

Câncer de Mama no RS 
No Rio Grande do Sul, anualmente são registrados 80 casos para cada cem mil mulheres, sendo o câncer de mama a causa do óbito de mais de 1,1 mil mulheres por ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é considerado um dos mais agressivos e o segundo tipo mais frequente no mundo. No Brasil, as taxas de mortalidade por este tipo de câncer continuam elevadas. Entre as causas para isso está o fato de que, em muitos casos, a doença é diagnosticada em estágios avançados. 

Os registros sobre a realização de mamografias pelo SUS no RS apontam uma ampliação desde 2010, quando foram realizados 280 mil exames. O número foi de 316 mil em 2011 e de 330 mil no ano passado. Em 2013, só no primeiro semestre, foram 197 mil exames, devendo chegar a 400 mil ao final do ano. Atualmente, o Rio Grande do Sul possui mais de 250 mamógrafos, sendo 123 do Sistema Único de Saúde. 

O primeiro passo para realizar uma mamografia é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, onde os exames são solicitados e a mulher encaminhada aos locais para a realização. A recomendação é que mulheres, principalmente acima dos 40 anos, realizem a mamografia uma vez por ano, assim como façam em casa o autoexame. Além da genética, alguns hábitos aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença, como a obesidade após a menopausa, consumo excessivo de álcool e o sedentarismo. 

Texto: Assessoria SES
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305
Fonte: SPM

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