28 março 2014

Ônibus Lilás oferece atendimento às mulheres do MST em Candiota

Dentro do cronograma de ações do mês da mulher, a Secretaria de Políticas para as Mulheres esteve nesta quinta-feira (27) no município de Candiota levando atendimento às mulheres do campo. Cerca de 200 mulheres dos assentamentos do Movimento Sem Terra (MST) participaram da atividade "Mulher, Autonomia e Igualdade no Campo e na Cidade", promovido pela Secretaria de Ação Social, Trabalho e Renda do município.
A titular da SPM, Ariane Leitão, destacou a importância de levar as políticas públicas do governo para todas as regiões do Estado. "Precisamos dialogar com a pluralidade de mulheres que compõem o Rio Grande. A luta das mulheres do campo também está entre nossas prioridades e, através do atendimento das unidades móveis além de promover o enfrentamento à violência, estamos conseguindo oferecer para todas as gaúchas informações para a garantia dos direitos humanos, com mais acesso ao mundo do trabalho e incentivo à geração de renda, sempre dialogando com os arranjos produtivos locais", destaca.
O prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, destacou o fato dos gestores e gestoras estarem cientes de seu comprometimento com a cauda das mulheres. "Nossa atenção deve estar voltada também para as produtoras rurais, que contribuem para o fomento da produção local e regional".
A secretária de Ação Social do município, Hilda Rejane Bom, lembrou que assim como as mulheres da cidade, as que moram e trabalham no campo desenvolvem uma jornada dupla de trabalho, cuidando dos afazeres domésticos e com grande participação no provento do lar.
Também estiveram presentes na atividade o deputado estadual Edegar Pretto, a coordenadora da mulher de Bagé, Lélia Quadros, o presidente da Câmara de Vereadores de Candiota, Guilherme Barão, a coordenadora de Gênero do MST no Estado, Arlete Bulcão e a primeira-dama de Candiota, Ana Scholl.

Rompendo o ciclo da violência
Reconhecida na região por seu papel de liderança entre as mulheres, a produtora rural Olália Fátima da Silva fez um relato sobre a experiência de crescer em um ambiente familiar violento e, depois de adulta, ter coragem e amparo para romper com o ciclo de violência que se repetia em seu lar, quando contou com o auxílio das profissionais da coordenadoria da mulher de Bagé e da secretaria de Ação Social, Trabalho e Renda de Candiota. "Temos que conhecer as leis, saber dos direitos que temos, mas só isso não basta. Precisamos também de pessoas comprometidas com a causa das mulheres para que assim como eu
encontrei, todas encontrem profissionais com vontade de libertar, de salvar vidas e de acompanhar a gente em todo o processo para não desistirmos, pois a marca da violência fica por toda a vida", contou.

Texto e foto: Luana Mesa
Fonte: SPM

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