13 agosto 2014

UPF sedia primeiro encontro do projeto “Gênero e Raça/Etnia na Mídia”

13/08/2014 - 15:46




Palestras sobre o tema serão realizadas em todo o Estado e, além de publicação de um livro e de um guia, deve culminar em um curso gratuito


Foto: Alessandra Pasinato 









Percebendo os meios de comunicação como um espaço público privilegiado de disseminação de ideias, comportamentos, representações e identidades, a Universidade de Passo Fundo (UPF) recebeu na noite de terça-feira (12/08), a primeira edição de um ciclo de palestras itinerantes do projeto “Gênero e Raça/Etnia na mídia”. Ministrado pela jornalista, diretora de comunicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/RS) e coordenadora executiva do projeto, Sátira Machado, o encontro buscou um debate acerca da abordagem do tema pela mídia. “Enquanto profissional de comunicação, o jornalista tem responsabilidade sobre manutenção do racismo e do sexsismo, de forma a acabar com as desigualdades sociais e raciais do nosso dia a dia”, pontua.
Conforme Sátira, o projeto iniciou com uma rodada de palestras para sensibilizar a comunidade em relação ao tema e deve ter sequência com a publicação de um livro e de um guia, além de campanha em rádio e TV. Ao final do projeto, que se desenvolve até março do próximo ano, será realizado um curso gratuito de 30 horas em cada regional. “É um curso que vem através de um projeto criado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, no qual a Fenaj e a ONU capacitaram em oito capitais do Brasil jornalistas para abordar a questão de gênero, raça e etnia na mídia. A Secretaria de Políticas para as Mulheres absorveu e acolheu o projeto, fizemos uma versão gaúcha para capacitar às nove regiões do Estado, nas universidades onde há cursos de comunicação, para fazer uma abordagem dos direitos humanos nas pautas”, explica.

Universidade
Para a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UPF, Bernadete Dalmolin, é fundamental trazer para debate dentro da universidade a questão de raça, gênero e etnia e, como instituição de ensino que tem o propósito de formar cidadãos no seu âmbito integral, é imprescindível aprofundar as desigualdades que ainda existem em relação a este tema. “Como esse, tantos outros debates que fazemos na instituição, ajudam a aprofundar e desnaturalizar as questões que estão na mídia, nas redes sociais e na sociedade. Esses momentos são importantes para que tenhamos um aprofundamento dessas situações, para não tolerar mais qualquer tipo de discriminação”, afirma ela.
Para o professor e coordenador do projeto étnico-racial da UPF, Frederico do Santos, a iniciativa realizada em parceira com o Governo do Estado busca pensar especialmente como abordar gênero, raça e etnia na mídia. “Trouxemos o projeto para a universidade para que nossos profissionais de comunicação possam se qualificar para produzir programas de mídia que não sejam pautados pela discriminação e pelo senso comum, mas que sejam tolerantes com a diversidade e com as diferenças”, considera.

O projeto é realizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/RS), em parceria com a Secretaria de Comunicação (Secom), a Fundação Cultural Piratini-TVE/FM Cultura, a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH – Rede Escola de Governo), o Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros e o Núcleo de Mulheres Jornalistas pela Igualdade de Gênero do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul e as Universidades, com investimentos da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. 










Sátira Machado ministrou a palestra na UPF 

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