29 novembro 2014

Jornalista lança livro sobre história de Comunidade Quilombola






     Após um ano e meio de trabalho, o livro “Retratos da Comunidade Tia Eva” da jornalista Priscila Ribeiro foi lançado na noite de ontem, 28 de novembro, no Memorial da Cultura da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. A próxima cerimônia de inauguração será realizada no dia 5 de dezembro, a partir das 19 horas, no Salão da Associação Beneficente dos Descendentes de Tia Eva.
     “Retratos da Comunidade Tia Eva” é um produto jornalístico e documental que narra, em fotos e texto, a história da Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus, mais conhecido como Tia Eva. A obra, ainda, registra a vida, os costumes, as heranças culturais e as perspectivas de futuro dos moradores da centenária comunidade.
     A publicação é a união de fotografias, entrevistas, observações e pesquisa bibliográfica durante o ano em que realizou o projeto. Segundo Priscila, é uma homenagem a ex-escrava Tia Eva e a comunidade que leva seu nome. “Ele apresenta um novo olhar, mostra como a trajetória da comunidade se confunde com a de Campo Grande. Também relata o esforço dos descendentes para manter viva sua história ao longo dos anos”, comenta a jornalista.
     O projeto inicialmente foi produzido como Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em 2013 e por chamar atenção da banca, a jornalista, já formada, resolveu publicar sua pesquisa como livro. Priscila, então, voltou ao local onde resolveu cada detalhe que ainda não estava finalizado e pôde concluir sua obra.  A publicação foi viabilizada com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (FIC/2014) e do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura – FCMS.

A comunidade – “Tia Eva” fica localizada em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, e foi reconhecida como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares. O título é concebido a grupos étnico-raciais com ancestralidade negra e história própria. A comunidade foi fundada em 1905 pela ex-escrava, Eva Maria de Jesus, e o local participou da formação da cidade. Em reconhecimento aos serviços prestados, a matriarca, que nasceu no interior de Goiás, recebeu em 1996 o título de cidadã campo-grandense. Devota de São Benedito, Tia Eva construiu uma igreja em homenagem ao santo, que foi a primeira edificação religiosa tombada como patrimônio histórico e cultural do Estado.

Texto: Júlia Bernardi
Mais informações sobre o livro no site www.retratosdacomunidadetiaeva.wordpress.com

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