13 dezembro 2014

Empresa lança giz de cera em doze tons de pele




     Uma parceria entre o curso de aperfeiçoamento de professores Uniafro e a loja de material artístico Koralle tem auxiliado professores do Rio Grande do Sul a trabalhar as relações raciais em sala de aula. A partir da ideia simples do lançamento de um estojo de giz de cera com doze tons de pele. O item integra o kit de material pedagógico distribuído aos que participam do curso voltado para qualificação dos professores na aplicação da lei 10.639/2003, que prevê o ensino da cultura e história africanas nas escolas de rede pública.
     Apesar do projeto da Uniafro ser restrito, a Koralle decidiu colocar o estojo à venda na loja online. Desde o lançamento, já chegaram pedidos de várias regiões do Brasil. “Estamos tendo uma repercussão ótima. As crianças estão amando o material. É uma alegria. Sou professora da Universidade há 20 anos e sempre atuando na prática de ensino, notei que as crianças sempre procuravam aquele lápis rosa como "cor de pele". Aí, durante a segunda edição, eu e um grupo de professoras pensamos que seria interessante criar um material para os professores levarem para sala de aula e trabalharem essa questão”, conta Gladis Kaercher, coordenadora da Uniafro.
     Para chegar aos doze tons escolhidos para o estojo, foi feita uma pesquisa com os pedagogos da instituição. As cores preta, rosa e branca ficaram de fora na escolha. Apesar do sucesso da iniciativa, Gladis conta que teve dificuldade em encontrar parceiros. Foi quando chegaram até o artista plástico Frantz S, dono da Koralle, que topou a ideia e lançou o estojo através da marca Pintkor, também de sua propriedade.
     Agora, os idealizadores estão cogitando a produção de giz de cera com mais “tons de pele” e também lápis de cor e hidrocor. Confiante, Gladis pretende ainda buscar uma parceria com o Ministério da Educação no próximo ano para que seja distribuído em todas as escolas públicas do país. “A ideia é que a Uniafro se torne um espaço onde os professores possam pensar e produzir material didático para educação das relações raciais. Brinquedos, jogos, bonecos. A intenção é que o projeto vá ajudando as escolas e professores a encontrar novas parcerias”, afirma. 

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