29 janeiro 2015

Escola Eliezer Max terá aulas de cultura afro-brasileira e indígena

O currículo da Escola Eliezer Max tem uma novidade para o início do ano de 2015: aulas sobre história e cultura afro-brasileiras e indígenas uma vez por semana em encontros com duas horas de duração. O projeto "História e Culturas afro-brasileiras e indígenas" é multidisciplinar e vai envolver um professor de história e um de literatura. No planejamento estão previstos trabalhos de campo, leitura e discussão de textos, exibição de filmes, palestras, análise de músicas, pinturas, fotos e esculturas.
Para Paulo Leal, professor de história do Eliezer, mestre em história social e pesquisador do assunto, na sala de aula não basta apenas problematizar atitudes racistas vindas dos alunos ou da comunidade escolar, mas também rever o conteúdo ministrado. O conteúdo busca resgatar as contribuições desses grupos nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.  As aulas abordarão o estudo da história da África e dos africanos; a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil; a cultura negra e indígena brasileira; o negro e o índio na formação da sociedade nacional. 
"É importante constituir outro olhar sobre a história da humanidade e a história do Brasil. Reconhecer a presença africana amplia a nossa concepção de mundo e permite perceber aspectos das relações entre povos. A negação da história africana nos currículos escolares e universitários no Brasil nos levou a não perceber e, por consequência, interpretar de forma equivocada esse legado", analisa o professor.
A trajetória brasileira é pautada por categorias como diversidade, pluralidade e diferença. Segundo o professor, ao longo da história diversos processos e episódios somente podem ser compreendidos ao se observar os dois lados do oceano. Dessa forma, incorporar o índio ao saber histórico escolar não significa apenas promover alterações nas narrativas, mas identificar a contribuição dos povos indígenas e constituir um conceito de nacionalidade por meio do qual eles não permaneçam como estranhos em território alheio."Viabilizar essa reflexão é um instrumento para a construção de uma sociedade que valorize a diversidade e perceba os conflitos e as disputas como aspectos inerentes da vida em sociedade. É disso que tratamos quando projetamos a construção da democracia", encerra.






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