11 fevereiro 2015

Livro revela que FBI monitorava escritores afro-americanos

 A partir de um livro que será publicado este mês nos Estados Unidos serão revelados dezenas de escritores afro-americanos que foram monitorados, durante décadas, pelo FBI.  A descoberta foi feita a partir da análise de documentos — até então confidenciais — produzidos pela organização policial entre as décadas de 30 e 70, período em que o FBI foi chefiado por John Edgar Hoover.

Os documentos somam mais de 1,8 mil páginas e detalhavam as atividades de mais de 50 autores, além de criticar suas obras. O acadêmico William Maxwell, responsável pela descoberta, afirmou que Hoover comandou os monitoramentos impulsionado pela sua crença de que literatura poderia incentivar movimentos de esquerda e protestos promovidos por afro-americanos.

No livro intitulado "FB eyes: How J Edgar Hoover’s ghostreaders framed African American literature", William Maxwell argumenta ainda que Hoover tinha um "fascínio pela cultura negra" e que o "FBI é, talvez, a mais dedicada e influente (organização) crítica à literatura afro-americana". Ao jornal inglês "The Guardian", o acadêmico afirmou que Hoover via uma "crescente relação entre a alfabetização negra e o radicalismo negro". 

Para mais informações sobre o livro e a lista de alguns escritores, clique aqui

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